


Finjo que não leio, finjo que não ouço, finjo que não sinto, finjo que não dói…
De tanto desabar, de tanto me enganar cair e me machucar, passei a ter medo de seguir em frente, passei a entrar em pânico, e ficar alerta em um simples tropeçar. Passei a aproveitar menos a vida, com medo das decepções, das quedas. Queria voltar naquela época que nada me prendia, nada me amedrontava, eu caia, me machucava, mas sempre levantada e continuava pois eu era daquela criança insistente, daquela que nunca aprende, levanta sorridente e não desiste de brincar…


E agora qualquer musica com sinfonia lenta já é motivo pra me encharcar os olhos e esvaziar o peito. Qualquer pensamento ligado a você já me obriga a olhar para o nada e tentar permanecer com o sorriso no rosto…
